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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Casos de mutilação genital feminina colocam Portugal entre os países de "risco"

Mäyjo, 06.02.14

Assinala-se esta quinta-feira o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, uma prática que afecta 130 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo, incluindo 500 mil na Europa. Portugal é também uma zona de risco, segundo a secretária de Estado da Igualdade.

O Governo aproveita a data para lançar o terceiro programa de acção para eliminar uma prática que é considerada crime, mas que quase não chega aos tribunais. 

Em Portugal, até 2013, chegaram três casos a tribunal, mas todos foram arquivados, por diferentes razões. A mutilação genital feminina nem sempre é fácil de comprovar, ou até de identificar. 

Esta prática é crime e Portugal está entre os países de risco devido à existência de comunidades de imigrantes de países onde prática é comum, como a Guiné, do Senegal, do Egipto, da Gâmbia, Nigéria ou Serra Leoa. 

Teresa Morais, secretária de Estado da Igualdade, admite que um dos problemas é o secretismo desta prática. “Quero esclarecer que esta prática, que pode acontecer em território português em grande secretismo e muitas vezes não se consegue saber o suficiente porque as comunidades se fecham e silenciam esta prática. Mas também acontece em circunstâncias em que as crianças são levadas de férias para o país de origem, onde a mutilação é praticada.” 

Sendo assim, fica difícil conhecer a situação portuguesa em relação a este fenómeno, mas está criada a plataforma de dados para a saúde, que deve identificar os casos, que chegam aos profissionais de saúde. 

O programa que vai ser aplicado até 2017 prevê o reforço do trabalho com as comunidades imigrantes, mas também passa a envolver a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.

 

in: Rádio Renascença

Mar ameaça torres de Esposende onde moram 12 famílias

Mäyjo, 06.02.14

Isto é o que acontece quando as pessoas se querem "apoderar" de uma coisa que é de todos: o litoral!

E tão responsável é quem compra, como quem vende/constrói, como quem autoriza a construção. Está mais do que na hora de as pessoas se consciencializarem que a natureza é que manda, nós não a podemos dominar e temos, a cima de tudo, de a respeitar.

 

Queremos ter um privilégio e depois não queremos aceitar o preço de o termos tido durante tanto tempo?

 

 

 

As ondas estão a aproximar-se das Torres de Ofir, em Esposende. A situação gerou controvérsia: de manhã, o vereador da Protecção Civil da Câmara referiu que o avanço do mar estava a colocar "em sério risco" os edifícios; à tarde, o presidente da autarquia disse que não estava em risco a estabilidade das torres.

Segundo o presidente da Câmara, Benjamim Ferreira, "não estão em causa as torres nem as fundações". O autarca diz ainda que está em permanente contacto com a Agência Portuguesa do Ambiente.

Para já, não está prevista a evacuação das torres, onde vivem 12 famílias, mas vai continuar a ser feita uma avaliação permanente ao longo dos próximos dias.

Benjamim Ferreira confirma que há verba para, em breve, realizar "uma intervenção" para consolidar as protecções e evitar que os estragos sejam maiores do que já são. 

A maré continua a subir e a situação vai agravar-se entre as 18h00 e as 20h00, segundo as previsões. A intensidade do vento também se mantém alta.

Ao que a Renascença apurou, um hotel e alguns estabelecimentos próximos destas torres estão a funcionar normalmente. No entanto, e de manhã, o vereador da Protecção Civil da Câmara de Esposende, Maranhão Peixoto, referiu que o avanço do mar está a colocar "em sério risco" as Torres de Ofir, que já têm a água a "um metro e meio, dois metros".

Em declarações à agência Lusa, Maranhão Peixoto explicou que, no fim-de-semana, por precaução, já foi vedado o acesso ao parque de estacionamento na superfície da torre mais a Norte. "Se o mar continuar a avançar com esta ferocidade, as torres correm sério risco", acrescentou.

 

in: Rádio Renascença

 

Utilização do coco para produtos de beleza ameaça fruto tropical

Mäyjo, 06.02.14

Utilização do coco para produtos de beleza ameaça fruto tropical

 

Com o aumento da popularidade dos produtos de saúde e beleza baseados em coco, a procura por este fruto disparou, e os produtores podem não a conseguir acompanhar.

Segundo os dados da Organização para a Alimentação e Agricultura (OAA) das Nações Unidas, a procura mundial de cocos está a crescer 10% ao ano, ao passo que a produção aumenta apenas 2%.

O problema está relacionado com o envelhecimento dos coqueiros dos principais países produtores deste fruto, nomeadamente as Filipinas, a Indonésia ou a Índia.

De acordo com Hiroyuki Konoma, representante para a região da Ásia e Pacífico da OAA, os coqueiros utilizados actualmente na produção foram plantados há mais de 50 anos, o que significa que têm 20 anos a mais para além do seu pico de produção, refere o Huffington Post. Se estiver plantado em solo rico, um coqueiro pode gerar, em média, 75 frutos por ano.

Segundo a OAA, a Índia produz cerca de 16 mil milhões de cocos por ano, exclusivamente para uso doméstico, e mais de €740 milhões (R$ 2,3 mil milhões) são exportados anualmente das Filipinas para os Estados Unidos. Apesar dos elevados valores de exportação, a produção, ainda assim, está cerca de 8% abaixo do nível da procura.

Porém, apesar da procura massiva de coco, que pode até mesmo ameaçar a espécie, os produtores parecem ter encontrado uma solução. No início de Novembro, mais de uma dezena de países da região Ásia-Pacífico reuniram-se em Bangkok para encontrarem a melhor solução para reabilitar a indústria. Com as iniciativas certas de replantação, a indústria acredita que pode relançar a produção “em poucos anos”, refere o director executivo da Comunidade Coqueira da Ásia-Pacífico, Romulo Arancon.

No entanto, o plano não é tão simples como plantar mais coqueiros. Um estudo da OAA indica que “será necessária ajuda técnica e financeira” para aumentar a área de produção na Indonésia, ao passo que os produtores, maioritariamente pequenos agricultores, estão já à procura de maneiras para aumentar os rendimentos, que incluem o uso de sementes híbridas.

Recuperar a população de coqueiros é importante não só para os agricultores, que dependem destas árvores para sobreviver, mas também para as linhas de costa, uma vez que estas árvores ajudam a prevenir a erosão costeira. Se a reabilitação desta árvore deixar de ser uma preocupação, os efeitos podem ser devastadores devido à intensa procura que se faz sentir, sublinha a OAA.

 

Foto:  Chirantan Patnaik / Creative Commons


IN: Green Savers